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Inclusão de três sítios brasileiros na Rede da UNESCO sobre história e memória da escravidão e do tráfico de pessoas escravizadas

Três patrimônios brasileiros reforçam a preservação da história e da resistência negra.

Redação Diplomacia Business

29/10/2026 · 05h30

Sítio arqueológico do Cais do Valongo e da ImperatrizFoto: Halley Pacheco de Oliveira

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) inscreveu na última sexta-feira, 23/10, três sítios brasileiros na Rede de Lugares de História e Memória relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas.

O Cais do Valongo, no Rio de Janeiro (RJ), preserva vestígios de um dos principais pontos de desembarque de africanas e africanos escravizados nas Américas. O Cais do Valongo está inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2017.

A Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador (BA) constitui referência histórica da organização e da solidariedade da população negra desde o século XIX.

A Serra da Barriga, onde se localiza o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, em União dos Palmares (AL), abriga a memória do Quilombo dos Palmares, símbolo da resistência à escravidão no Brasil.

Criada em 2024, a Rede da UNESCO busca promover a preservação dos lugares relacionados à história da escravidão e do tráfico de pessoas escravizadas, bem como o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de iniciativas educativas, com a participação das comunidades locais. As candidaturas nacionais são coordenadas pelas Comissões Nacionais para a UNESCO, cujas funções, no Brasil, são desempenhadas pelo Ministério das Relações Exteriores. Já integram a iniciativa o Museu da Inconfidência (MG), o Museu Casa da Hera (RJ) e o Museu da República (RJ).

O governo brasileiro saúda a inclusão dos três lugares, que contribui para a preservação e a transmissão da memória da escravidão, o reconhecimento da resistência histórica da população negra e a educação das novas gerações.

Fonte: MRE.

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